terça-feira, 5 de abril de 2011


Porta fechada guardando palavras ilustres,

Fazendo sombra às fotos do passado,

Medo que a luz apareça sem sentido acordando a realidade dos monstros,

Água ao lado matando a sede das fabulas,

Escorrendo pelos rios e alagando florestas sem prejudicar as borboletas,

Voando pelos céus ao alcance da metamorfose.



Quarto sustentando o escuro poder de significado das quatro paredes,

O amor muitas vezes passou e deixou vozes do puro desejo,

Deixou aqui a velocidade dos constantes privilégios da emoção,

Uma viagem a marte com passaportes ao doce mel da abelha rainha.



Aventurado foi à aniquilação do silêncio,

Que provocou as promessas ameaçadoras,

Conservando a tal verdade dos homens,

Atuando no breve momento dos sonhos,

Acordando pelo próprio despertador no meio da madrugada.



Ninguém escutou,

O quarto permaneceu em silêncio no inverno constante,

Lágrimas deixaram à marca no chão delicado,

Base de vidro que hoje passo com calma,

Para manter-me firme ao local que acreditei.



Agora semeio a experiência,

Ganhei o semblante noturno,

Possuindo uma mascara de palhaço enfeitando o sorriso,

Neutralizando o atrevimento e esperando que o dia amanheça.

O tempo passa e sinto seqüelas oferecidas pela lembrança,

Ao desprezo do corpo sou vulnerável a luz,

Conduzindo a escuridão do quarto.

by: Macro

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